quinta-feira, 19 de abril de 2012

Casa do Mazzaropi, Santa Cecilia (Centenário de nascimento)

Casa de Mazzaropi resiste após 100 anos .No prédio na Santa Cecília, resquícios do passado de Jeca se mesclam ao que restou das invasões. 

Stefhanie Piovezan
“Meu nome é Amácio Mazzaropi e não Amâncio. Nasci ali na Rua Vitorino Carmilo, nº 5, em 1912, e fui batizado na Igreja de Santa Cecília”. Esse é apenas um trecho de uma breve descrição que Mazzaropi fazia de si mesmo, mas por essa passagem já é possível notar o carinho que um dos maiores atores, produtores, diretores e empresários do cinema nacional tinha com sua origem. O mais caipira dos brasileiros era paulistano. E com muito orgulho.


“Quando meu pai estava doente, costumávamos passear de carro e ele, como eterno contador de histórias, fazia questão de me contar sua trajetória e falar sobre os locais em que viveu. Um dia, me mostrou a casa na Vitorino Carmilo e ficou triste ao perceber que as residências ao lado estavam sendo demolidas. Ele amava essa cidade. Era para São Paulo que ele voltava após cada viagem”, diz André Mazzaropi, um dos cinco filhos de criação do artista que se imortalizou como Jeca.

Segundo André, após a morte de Mazzaropi, em 1981, vítima de câncer na medula, ele voltou ao casarão e conversou com a antiga proprietária. “Ela me disse que era uma pena não termos a procurado antes porque seu marido sabia que meu pai havia nascido ali e tinha intenção de vender o imóvel para ele. Sozinho, eu não tinha como comprar a casa”, afirma. De lá para cá, o imóvel mudou de número, abrigou uma empresa de compressores, foi invadido e vendido para um novo proprietário, que deu início a uma pequena reforma na parte interna.

Nos últimos anos, em prol do centenário de nascimento do pai, comemorado no próximo dia 9, André solicitou o tombamento do prédio da Santa Cecília junto ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) e ao Ministério da Cultura. A intenção é transformar o espaço em um centro de divulgação da obra e, principalmente, da vida de Mazzaropi. “Muitos poucos sabem como ele realmente era”.

De acordo com André, o pai era introvertido, não tinha amigos e apoiou a mãe, Clara, até o último dia de vida. Gostava de comer e viver bem e nutria um amor platônico por Hebe Camargo.

“A grande paixão dele foi o circo e o que realmente o fazia feliz era se apresentar no picadeiro ou espiar as filas que se formavam em frente aos cinemas, compostas por pessoas que queriam assistir a seus filmes”, afirma André. “Não é esse lado que os historiadores contam, mas é o que tenho vontade de preservar. Antes de se constituir como artista, ele se constituiu como pessoa.”

CENTENÁRIO/ Há anos, André leva pelos palcos o que aprendeu com o pai, na peça “O Filho do Jeca”, que será reapresentada na Galeria Olido (Avenida São João, 473), no Centro, no próximo dia 9. “A intenção era realizar uma grande homenagem, mas não há dinheiro para isso. Todos amam o Jeca, falam que é maravilhoso, mas quem ajuda depois? As autoridades parecem não ter memória.”

Ainda neste ano, André pretende lançar um livro com a história do pai e retomar a produção de longas pela PAM Filmes (Produções Artísticas Amácio Mazzaropi), empresa pela qual o grande comediante produziu 24 de seus 32 trabalhos no cinema e que foi reativada recentemente. “Ele tem um legado extraordinário. Não é possível que as pessoas não entendam que a maior riqueza de um povo é sua história”.

Fonte da notícia, Diário de SP


Quem foi:
 
 
 
 

Filho de Bernardo Mazzaroppi, imigrante italiano e Clara Ferreira, portuguesa, com apenas dois anos de idade sua família muda-se para Taubaté, no interior de São Paulo. O pequeno Amácio passa longas temporadas no município vizinho de Tremembé, na casa do avô materno, o português João José Ferreira, exímio tocador de viola e dançarino de cana verde. Seu avô também era animador das festas do bairro onde morava, às quais levava seus netos que, já desde cedo, entram em contato com a vida cultural do caipira, que tanto inspirou Mazzaropi[1] .

Em 1919, sua família volta à capital e Mazzaropi ingressa no curso primário do Colégio Amadeu Amaral, no bairro do Belém. Bom aluno, era reconhecido por sua facilidade em decorar poesias e declamá-las, tornando-se o centro das atenções nas festas escolares. Em 1922 morre o avô paterno e a família muda-se novamente para Taubaté, onde abrem um pequeno bar. Mazzaropi continua a interpretar tipos nas atividades escolares e começa a frequentar o mundo circense. Preocupados com o envolvimento do filho com o circo, os pais mandam Amácio aos cuidados do tio Domenico Mazzaroppi em Curitiba, onde trabalha na loja de tecidos da família[1] .

Já com quatorze anos, em 1926, regressa à capital paulista ainda com o sonho de participar em espetáculos de circo e, finalmente, entra na caravana do Circo La Paz. Nos intervalos do número do faquir, Mazzaropi conta anedotas e causos, ganhando uma pequena gratificação. Sem poder se manter sozinho, em 1929 Mazzaropi volta a Taubaté com os pais, onde começa a trabalhar como tecelão, mas não consegue se manter longe dos palcos e atua numa escola do bairro[1] .

Saiba mais:

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Centenário Mazzaropi

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sexta-feira, 16 de março de 2012

Casa da família Buarque de Hollanda, Rua Buri (atualizado 16/03/2012)

 Heloisa Buarque de Hollanda com os netos, Álvaro, Luiz, Miucha, Sergito, Teodoro, Jayme, Chico, Maria do Carmo, Ana Maria e Cristina no colo. Fonte


Construída há 94 anos, a casa da Rua Buri tem valor histórico e cultural para a cidade, porque foi nela que o historiador Sergio Buarque de Hollanda trabalhou, estudando e escrevendo, durante os últimos 25 anos de vida. Localizado na Rua Buri, 35, no Pacaembu, o imóvel foi declarado de utilidade pública pela prefeita Marta Suplicy no dia 11 de julho de 2002, comemoração do centenário de nascimento do historiador.

O imóvel, em terreno de mais de 600 metros quadrados, abrigará o Centro Cultural Sergio Buarque de Holanda – Discoteca da Música Brasileira.

 Crédito da imagem: Viva Pacaembú por São Paulo

Na casa, o mestre autor de Raízes do Brasil, escreveu seus textos. Dali saíram, para os festivais de MPB dos anos 60 e 70, os jovens Chico Buarque, Miucha, Cristina e Ana. Ali se reuniram os então jovens talentos. A batalha judicial deu-se porque uma ex-funcionária requereu nos tribunais o usucapião da propriedade. A família recebeu a desapropriação. Por enquanto a casa está com as janelas emparedadas, para evitar invasões e vandalismo.







Os meninos da Rua Buri, do jornalista Claudio Renato



Fontes:

Viva Pacaembú

Margarita sem Censura 

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Restaurada

As paredes já receberam nova camada de tinta e o piso voltou à cor original. No entanto, os cômodos da casa da rua Buri, no Pacaembu, zona oeste, que pertenceu à família Buarque de Holanda, continuam vazios.
Comprado pela prefeitura em 2007, o imóvel foi reformado e aguarda a instalação do Centro de Referência em Estudos de Educação. As obras, que custaram R$ 403 mil, duraram quatro meses e terminaram em dezembro. Porém, segundo a Secretaria Municipal de Educação, ainda não há data para que o espaço ganhe nova função. 

Isadora Brant/Folhapress
Fachada da casa que foi dos Buarque de Holanda, na rua Buri, no Pacaembu; mesmo reformado, imóvel segue sem uso
Fachada da casa que foi dos Buarque de Holanda, na rua Buri, no Pacaembu; mesmo reformado, imóvel segue sem uso.


De acordo com a pasta, o modelo do centro de estudos, que deverá ser aberto ao público, está em desenvolvimento. A ideia é fomentar a pesquisa aplicada em educação. Para lá, deve ser transferida toda a documentação da secretaria, hoje na Vila Mariana. 

Quando a prefeitura adquiriu a casa, cogitou-se fazer ali um centro cultural, mas o plano não saiu do papel.
A construção feita de tijolos maciços e pedras recebeu em 1957 o historiador Sérgio Buarque de Holanda, sua mulher e os setes filhos, entre eles Chico Buarque. Após a morte de Sérgio, em 1982, uma ex-babá ficou no local.
Nas mãos da prefeitura, a casa recebeu corrimãos nas escadas externas e grades na fachada --para evitar invasões como a de janeiro de 2011, quando estudantes protestaram contra "soluções urbanísticas, arquitetônicas e sociais no governo Lula". 






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sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Casa de Mario de Andrade, Barra Funda

Rua Lopes Chaves


Mário Raul Moraes de Andrade nascu em São Paulo em 9 de outubro de 1893, na casa da rua Aurora, 320, Centro da cidade. Segundo filho de Carlos Augusto de Andrade, jornalista e tipógrafo vindo de família humilde e de Maria Luíza Leite Moraes, segunda filha de seu antigo patrão Joaquim de Almeida Leite Moraes, professor da Faculdade de Direito de São Paulo e político oriundo de tradicional família local.

Em 1896 a família de Mário muda-se para o Largo do Paissandú, 26, um sobrado construído por Carlos Augusto após a morte do sogro em 1895. A madrinha de Mário, Ana Francisca, irmã mais nova de sua mãe, passa a morar com eles e continuará em companhia da família por toda a vida. Para a casa ao lado, muda-se outra tia, Isabel, e seus filhos. "Essa vizinhança proporcionará a Mário e seus irmãos infância e juventude cheia de primos e outros parentes. Ao pessoal de São Paulo juntavam-se, periodicamente, primos de Araraquara, da família de Cândido Lourenço Correia da Rocha, marido de tia Isabel."1896 - A família de Mário muda-se para o Largo do Paissandú, 26, um sobrado construído por Carlos Augusto após a morte do sogro em 1895. A madrinha de Mário, Ana Francisca, irmã mais nova de sua mãe, passa a morar com eles e continuará em companhia da família por toda a vida. Para a casa ao lado, muda-se outra tia, Isabel, e seus filhos. "Essa vizinhança proporcionará a Mário e seus irmãos infância e juventude cheia de primos e outros parentes. Ao pessoal de São Paulo juntavam-se, periodicamente, primos de Araraquara, da família de Cândido Lourenço Correia da Rocha, marido de tia Isabel."

Em 1921 Mário muda-se com a família para a rua Lopes Chaves, na Barra Funda. A Casa Mário de Andrade é o um imóvel na cidade de São Paulo tombado pelo CONDEPHAAT e CONPRESP.

O imóvel sito à rua Lopes Chaves, 546 na Barra Funda, projetado por Oscar Americano no início da década de 1920, é um sobrado geminado em estilo eclético, em alvenaria de tijolos.

Atualmente pertence à Secretaria de Estado da Cultura e desde 1990 funciona como a Oficina da Palavra, cuja programação é voltada para o teatro e literatura.


Quem foi:



Foi um poeta, romancista, crítico de arte, musicólogo e ensaísta brasileiro. Foi um dos criadores do modernismo no Brasil.

Nascido em São Paulo, em meios aristocráticos, foi na música que Mário de Andrade começou sua carreira artistica, se formando em Música no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, onde seria professor de História de Música.

Seu contato com a literatura começou cedo, em críticas escritas para jornais e revistas. Publicou o primeiro livro assinado com o pseudônimo Mário Sobral: "Há Uma Gota de Sangue em Cada Poema" (1917).

Junto com Oswald e outros intelectuais, Mário ajudou a preparar a Semana de Arte Moderna de 1922, onde ganhou notoriedade. Respirou como ninguém os ares do novo movimento, vindo a publicar Paulicéia Desvairada (1922), o primeiro livro de poesias do Modernismo.

"Amar, Verbo Intransitivo" (1927), foi o seu primeiro romance.



Fontes:


Wikipedia


História e Cultura


Pensador UOL


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